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sábado, 27 de março de 2010

Pelo que valemos?

Será que eu valho pelo que visto ou aparento?
Ou valho pelo que digo e calo?
Valho pelo valor que me dão ou pelo valor que me nego a vender?
Valho por alguém ou valho simplesmente por valer?

Não sei ao certo o valor das coisas
Não sei de fato o que devo contar
Mas se hei de valer algum dia por algo
Que valha-me Deus por aquilo que sou
por aqueles que amo e me amam
não importa o valor.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Mudança

Hoje é um dia importante... um dia em que eu não fiz nada, além de pensar no que farei daqui pra frente!
Quem negar a superficialidade dos sentimentos
E mergulhar nas profundezas de si mesmo
Há de descobrir que quem se diz feliz sozinho
Não sabe a felicidade de com o outro ser inteiro




Se meu plano der certo
E eu parar de fazer planos
Mais tempo me sobrará
Pra ser feliz sem data certa



quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Ontem


Seu sorriso brincava comigo;
Suas palavras, com o meu destino;
Seus olhares, com o meu juízo;
Seu silêncio... esse não brincava.

sábado, 20 de setembro de 2008

O fim



Ele, que outrora enchia-me os olhos de credulidade, surpreende tornando-os mais ateus do que antes.

Os olhos que eram caídos, agora parecem derrubados.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

O início

Ele me chama de olhinhos caídos e eu pergunto-lhe o porquê.
Mal sabe ele que no fundo eu quero mesmo é perguntar: por quem?
E esperar que ele reflita e descubra ser o criador da própria criatura que apelidou.

O menino que chama os olhinhos caídos é quem os faz despencar cada vez que passa à sua frente.

domingo, 25 de maio de 2008

...


O que eu sinto não tem nome ou sobrenome, nem merece ter registro.
Junte fome e desejo e peça para escolherem entre a comida e o beijo.

Se a idéia é saciar, escolhe-se a comida
Após ingerida, a fome passa.

Já o beijo, este não mata o desejo
É um alimento ao contrário.

A comida mata a fome
O beijo aumenta o desejo e nos cala.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

... 2


Eu quero mudar o mundo e não consigo passar da segunda na dieta;
Eu exijo demais dos outros, de mim e não tenho nada de ninguém;
Me apaixonei duas vezes e por duas vezes não fui correspondida;
Me empolgo fácil, desempolgo fácil, amo sempre e sem medida;
Tenho medo de escuro, de espírito, como muito e sou preguiçosa;
Queria mudar o mundo, mas meu mundo gira, gira, gira e não sai da roda.

segunda-feira, 10 de março de 2008

... 1

As mesmas palavras podem significar coisas tão diferentes...
E mesmo havendo tantas delas, estas, nem sempre, são suficientes.

REVIRANDO O BAÚ - I



Seus olhos podem não ser claros e grandes
Podem ser embaçados por essas lentes
Não são tão belos quanto profundos
Mas também pudera
Se o fossem, não haveria quem resistisse.

Levando-se em conta, contudo
O conceito de janela que os olhos têm
Todos sobre os seus se inclinariam
Para descobrir que vista eles possuem.

E aqueles contemplados com seu foco
Tão contentes ficariam em sabê-lo
Que mais fácil seria fechar os olhos
A recusar um dia seus olhares receber.

15.10.05

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Tempo...


Só você pra trazer calmaria
Esfriar brigas feias
Consertar corações partidos.

QUERO SER DONA-DE-CASA


Diferentemente das mulheres do meu tempo, eu sonho em casar e ter filhos, muitos filhos. Quero cuidar da minha casa, esperar meu marido voltar do trabalho e recebê-lo com o carinho que ele merece. Lavar suas roupas sujas do futebol do sábado à tarde, abrir uma cerveja bem gelada pra ele e seus amigos no domingo. Ah, como eu desejo essa vida! Vida melhor não há!

Quando revelo o meu sonho, no entanto, as mulheres se escandalizam. Elas esquecem que quando as feministas surgiram e começaram a queimar sutiãs, elas desejavam se livrar de destinos traçados. Lutavam para escrever sua própria história, por liberdade. Liberdade de escolha!

As mulheres hoje em dia, contudo, se sentem na obrigação de trabalhar fora, ao invés de ficar em casa; de criar projetos, no lugar de filhos; de passar o dia inteiro no computador, e não no fogão. Se antes nossos destinos eram traçados pelos nossos pais e maridos, hoje ele não está diferente. Mudou o algoz, mas não a opressão.

Aumentaram as nossas tarefas, diminuíram o respeito por nós. As mulheres ainda ganham menos, enfrentam jornada dupla e são veneradas como "cachorras" e "chuchucas". Não foi pra isso a nossa revolução.

As feministas não lutavam pelo fim da família ou para terem uma vida completamente diferente daquela que as suas mães tiveram. Elas objetivavam poder ser o que quisessem por vontade, e não obrigação.

Eu quero ser dona-de-casa!

Uma visão atualizada sobre o tema no link: Ainda quero ser dona-de-casa?